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PALMITO ORGÂNICO GANHA SELO DA AB

A mesma palmeira de onde se extrai o açaí também dá um palmito que, industrializado, acaba de ganhar o selo AB (de Agriculture Biologique), passe livre para o mercado europeu. Conquistar o selo que aparece  em todas as embalagens não é fácil. A fábrica tem que cumprir uma série de exigências desde preservação ambiental até sobre suas relações trabalhistas.

Para outorgar o selo AB à marca King of palms, uma equipe de técnicos franceses e alemães passou uma semana no Brasil verificando cada etapa da produção, incluindo os 15 mil hectares da plantação na Amazônia. É neles, aliás, que reside o segredo da palmeira Euterpe olerecea.

“Lá, a terra dispensa o uso de adubo artificial, pois recebe uma variedade enorme de sedimentos e minerais trazidos pelo rio”, explica Cláudio Guimarães, diretor da empresa primeira brasileira a ganhar o selo AB.

A não utilização de agrotóxicos e o corte manual do palmito não ameaçam o ecossistema. “Só cortamos as estipes (caules em forma de folhas) maduras. Ao eliminar as mais velhas, favorecemos o crescimento dos brotos, contribuindo para o desenvolvimento da planta”, completa Cláudio. “Com isso, o açaí amadurece mais rápido, permitindo várias colheitas no ano”.

O transporte do palmito para as três fábricas no Pará e as duas no Amapá também foi acompanhado. Nas fábricas, os palmitos são descascados, fatiados e cozidos por uma hora. Em seguida, recebem um banho de água fria, finalizando o processo de esterilização. São, então, embalado com uma solução de salmoura na qual podem ser conservado por até cinco anos.